Problemas GravidezQuando existe a rejeição familiar perante uma gravidez não planejada, vários problemas passam a interferir no lado emocional da adolescente. Não apenas a rejeição, mas também a insegurança, a ausência do pai da criança e a repressão de pessoas próximas influenciam em todos os transtornos que ela pode vir a enfrentar.

A partir do momento que a hipótese de gravidez torna-se real, todos os conflitos aparecem. A fase mais complexa da vida, rodeada de dificuldades e incertezas, não está suficientemente preparada para a chegada de uma criança. Logo, se existiam perspectivas relacionadas ao pré-vestibular para ingresso na faculdade e entrada no mercado de trabalho, tudo terá que ser revisado.

Muitas vezes as adolescentes acabam optando pelo aborto, opção bastante arriscada e desesperada. Algumas meninas são forçadas pelos pais a tomarem tal atitude drástica, e outras o fazem para omitir o ocorrido da família.

Atualmente, na legislação brasileira, o aborto é considerado uma prática ilegal, excluso os casos de estupro e que ofereçam risco à saúde materna. Várias mulheres utilizam métodos abortivos não autorizados e sem assistência médica. Tais procedimentos geram sérias sequelas psicológicas e físicas como infecções, hemorragias, esterilidade e podem levar à morte.

Nas situações em que a adolescente opta por enfrentar as responsabilidades maternas, existe também as possibilidades de transtornos de caráter social, familiar e pessoal. Na sociedade, a adolescente passa a lidar com olhares tanto compreensivos como repreensivos. Há pessoas que buscam orientar e transmitir experiências de vida com a gestante.

Não é fácil lidar com o nascimento de uma criança em plena adolescência. As transformações dessa fase ainda não puderam ser firmadas em um comportamento adulto. Tanto o pai quanto a mãe adquirem responsabilidades nesse momento. Escola, projetos de vida, objetivos, convívio com amigos, passeios, viagens, tudo isso, na maior parte das vezes, é abandonado em prol da criança que está por vir.

Alguns pais oferecem apoio, conforto e segurança. Outros acham que a melhor solução para o “problema” é a união precoce, por casamento ou não, do casal adolescente. Essa medida não é a mais aconselhada por especialistas, pois tanto a garota quanto o garoto não estão psicologicamente preparados para assumirem tamanhos compromissos.

As preocupações acumuladas associadas à insegurança e ao despreparo emocional, causam sérios problemas ao estado psicológico materno. É bastante comum, em situações como essas, o aparecimento dos sintomas relacionados à depressão no parto. A ausência de perspectiva, coragem e, na maioria dos casos, a incidência de baixa auto-estima alimentam essa doença.

Nesses casos, aconselha-se conversar com amigos, familiares e, sobretudo, com o pai da criança a respeito. Compartilhar ideias com outras mães adolescentes que estejam passando pelo mesmo dilema, auxilia bastante na recuperação. Buscar orientação de um psicólogo para o direcionamento desses conflitos, é bastante válido.

Todavia, existem mães adolescentes que se dedicam com amor e cuidado ao seu filho. A identificação e orgulho por estar gerando uma criança, criam um ambiente propício para uma excelente adaptação.