Pílula Dia SeguinteSeja por impulso ou falta de precaução, a camisinha ou outros métodos não são usados com a frequência que deveriam nas relações sexuais. Ou então, o preservativo se rompe como em alguns casos, e o desespero da possibilidade de gravidez se instala. Casos dessa natureza não são raros e o uso da pílula do dia seguinte é bastante utilizado por inúmeras adolescentes nessas situações.

Afinal, ela pode ser utilizada deliberadamente a cada relação “mal” sucedida, prevenindo a gravidez?

Não. A pílula do dia seguinte é uma medicação de urgência, que precisa ser usada apenas em último caso quando os métodos contraceptivos acidentalmente falham. O uso dessa pílula deve ser feito apenas em casos extremos, e sua eficácia aumenta quanto antes ela for ingerida após a relação sexual.

Esse medicamento contém altas doses hormonais (levonorgestrel), evita a ovulação e propicia um ambiente desagradável para os espermatozoides. Se a fecundação já ocorreu, provocará a descamação do útero, impedindo que o ovo se implante. Mas, se a implantação já tiver ocorrido, dando início à gravidez, a pílula não surte efeito algum.

Uns vêm em dose única, outros em dois comprimidos. O primeiro deve ser tomado logo após a relação sexual, e o segundo 12 horas depois. Para adquiri-la nas farmácias, não é necessária prescrição médica. Embora isso aconteça, a orientação de um profissional é sempre bem-vinda.

Com eficácia de 99,9%, garantida na ingestão em até 72 horas, esse medicamento é contraindicado em casos de hipertensão, obesidade mórbida ou para pessoas que possuam alguma doença do sangue ou vascular, pois a pílula possui grande quantidade de hormônio que pode obstruir os vasos sanguíneos, provocando pequenos coágulos no sangue.

Os efeitos colaterais incluem:

  • dor de cabeça;
  • sensibilidade nos seios;
  • náuseas e vômitos.

Na ocorrência de vômito ou diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão, a dose deve ser repetida. Caso a pessoa tenha rejeição à pílula, o médico deve ser consultado para que um remédio contra enjoos seja administrado ao mesmo tempo.

A mulher pode menstruar em até 5 dias após a ingestão da pílula, salvo alguns casos de até 10 dias. Em outros casos, a menstruação pode sofrer pequenos atrasos. O uso da pílula do dia seguinte previne gestações de relações sexuais anteriores, não podendo ser utilizada para casos posteriores.